No tempo em que A Economia Brasileira Sofre, A Da Favela Floresce

08 Feb 2018 20:04
Tags

Back to list of posts

Com mais ou menos 220 1 mil habitantes numa área de só um quilômetro quadrado pela periferia sul de São Paulo, a "cidade" de Heliópolis é uma selva de barracos que conseguem ter até quatro ou cinco andares. Numa tarde típica, as ruas de Heliópolis são tomadas por homens instalando sistemas de som automotivo, mulheres comercializando coxinhas recém fritas, irmãos dando um trato no visual na barbearia da rua. À noite, gente de toda a favela vêm pra ingerir, consumir e dançar ao som de funk e rap que sai das caixas de som que tomam os porta-malas dos veículos.A economia da favela não parou, por causa milhares de migrantes que deixaram regiões pobres do Nação em procura de trabalho pela capital paulista. Eles recomeçam a vida como cozinheiras, porteiros, domésticas ou operários. Os dois anos de enérgica recessão, somados a um acrescentamento no custo de existência, levaram participantes das classes mais baixas da população a virar empreendedores.Foi a forma que eles encontraram para, como eles dizem, "colocar leite na geladeira". Jamille Campos, vinte e nove, é uma destas empreendedoras. Após trabalhar 3 anos como faxineira em uma pequena fábrica de silício pra um patrão abusivo, ela decidiu ser a própria chefe. Por anos, Jamille vendeu lanches e doces para complementar a renda, e queria aumentar o menu pra sanduíches de grelhados.Saiba o que fazer pra trabalhar no ExteriorSheena Iyengar: "How to Make Choosing Easier" (Como escolher mais facilmente") Mostre que você está aberto a algumas oportunidades Teorias pra tudo 7 - Crie um diferencial Custos acessíveis is?Nboe_uDGuZMv5QBpJ7IZG-6VN94N0Vwl8CJTkTOQRwo&height=131 Ela e o marido, Andeilson Araújo, compraram então uma nova geladeira e uma pequena fritadeira. Pagaram um vizinho pra transformar a frente da casa em uma fachada de comércio. Quatro horas de serviço durante a hora do rush rendem mais que a jornada completa como faxineira. Grande fração dos chefes de família de Heliópolis são mães ou avós que mantêm 3 - por vezes, 4 - empreendimentos.Depois de voltar do serviço, estas mulheres revendem produtos de graça para amigos ou salões de beleza, vendem bolos na porta de casa, costuram e até criam itens de limpeza orgânicos. Sempre que a recessão força fábricas a demitirem e classes mais ricas a reduzirem o consumo, algumas, como Jamille Campos, focam em criar oportunidades econômicas dentro da comunidade.E não é somente Heliópolis que foi picada pela mosca do empreendedorismo. De acordo com um estudo conduzido em todo a nação, 40% dos moradores de favelas querem abrir o respectivo negócio. A média nacional é de 23 por cento. Entre os empreendedores, 51 por cento são mulheres, e setenta e três por cento se identificam como negros ou pardos. Dorival Mata Machado, presidente do Instituto Data Popular.Investidores têm começado a notar o potencial econômico das favelas. Dino Oliveira, quarenta e oito, que se considera como membro da elite, é um dos quatro investidores na construção do primeiro shopping de Heliópolis. O que era uma fábrica de papel abandonada vai virar um espaço pra cem lojas (tocadas por residentes locais), brinquedoteca e uma praça de alimentação. Oliveira, dono de conjuntos comerciais no centro da cidade.Apesar de ainda haver muito preconceito em conexão a favelas, Oliveira acredita que a imagem destas comunidades mudou depois de as novelas I love Paraisópolis e Babilônia, centradas nas favelas. No tempo em que isso, o mercado imobiliário estagnou em partes mais ricas da cidade. Viver em Heliópolis não é mais tão barato. A favela foi urbanizada, recebe água e eletricidade e está conectada à cidade através de linhas de ônibus e metrô. Quem quer alugar uma residência de um quarto vai pagar ao menos 800 reais - o dobro do valor praticado pela Paraisópolis, a maior favela de São Paulo. E isto é sem crer as contas água, claridade e web.Angela Ferreira, presidente da Coopersol, uma cooperativa de economia solidária recinto. O grupo Coopersol promove o empreendedorismo em Heliópolis por intervenção de feiras de artesanato e comida, e também ofertar aulas semanais de contabilidade e administração. A cooperativa inventa lançar um banco de microcrédito para ajudar empreendedores locais, e também desenvolver uma moeda válida em Heliópolis - a ser utilizada apenas em negócios da comunidade. O Brasil começa a espiar pras tuas favelas. Com isto, talvez a nação possa compreender algumas lições de negócios.

Comments: 0

Add a New Comment

Unless otherwise stated, the content of this page is licensed under Creative Commons Attribution-ShareAlike 3.0 License